Texto 1. (Arthur da Távola. Em
flagrante.Rio de Janeiro.Bluhm,2000.p.61.)
Quarta-feira, hora melancólica das cinco e meia, quando chove. Choveu úmido e frio naquela tarde antes sufocante de novembro. Ela caminhava na direção do metrô, os sapatos molhados. Pelo menos o metrô lhe parecia um progresso no meio dos tempos decadentes. Dava-lhe a sensação de estar em outro país. A decadência em torno a assustava.
Naquele momento, ela nunca havia passado antes por ali, sentiu muito medo, muito frio, porque querendo ou não ela tinha que passar por aquele lugar. Era tudo meio escuro, úmido, vaziu, era assustador, mas, não poderia evitar passar por ali.
Nunca se sentiu assim! Com tanto medo! Mas ela sabia que tinha uma pessoa que estava cuidando dela, lhe protegendo e lhe guiando, e essa pessoa era Deus.
Enfim, mesmo que estivesse com a impressão de que tinha gente lhe seguindo ela sabia que Deus estava com ela. E ela passou, com a certeza de que havia alguém cuidando dela no Céu.

Um comentário:
Nossa, muito legalzinho, mas se você tivesse continuado essa história ficaria melhor. Lais e Vanderli.
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