Não é para me gabar, mas eu sempre tive motivos
de sobra para me considerar um ídolo das meninas do meu colégio. Sou alto,
loiro, forte e supercobra no vôlei e no basquete. Isso me tornava um cara
paqueradíssimo, que podia namorar ora uma, ora outra. Fidelidade eu só mostrava
pela motocicleta que ganhara do meu pai (apesar dos protestos da minha mãe).
Era uma CB400 transadíssima, e em volta dela normalmente se formava uma rodinha
de meninas à espera de carona, no final das aulas. Os outros meninos do colégio tinham inveja da minha popularidade. Como vivia cercado de garotas, companhia era o que não me faltava.
Chegava em casa, por volta das 17:30 h., jogava os sapatos e a mochila no sofá, e ia direto pro meu computador. Ficava até altas horas acordado. Quando me dava conta, todos já haviam dormido. Então, deitava em minha cama, que ficava em um quarto pequeno, cheio de fotos de mulheres nas paredes, e onde tudo estava bagunçado. Não me importava com isso, pois minha mãe arrumava sem brigar comigo.
Às 9 horas da manhã, tomava café e ia para a rua jogar jogar basquete com meus amigos. Jogávamos conversa fora e também falávamos sobre garotas. E, quando era 13:00 h., ia para o colégio e tudo começava novamente.
Minha rotina sempre foi essa. Mas tudo mudou com a chegada dos meus novos vizinhos. Era uma família pequena, o pai, a mãe, um pirralho com aproximadamente 7 anos e uma garota linda que aparentava ter minha idade. Seu corpo era perfeito, cheio de curvas, um olhar delirante e uma boca carnuda. Quando bati os olhos nela, me senti como se tivesse ganhado na loteria. Essa menina eu ia pegar. No dia seguinte, levantei no mesmo horário e fui ao encontro dos meus amigos.
Logo que saí de casa, esbarrei com a minha nova vizinha. Ela disse "Oi!" e abriu um sorriso maravilhoso. Seu nome era Yasmin.
Todos os dias encontrava com ela, comprimentava e às vezes batíamos um papo, apenas isso.
Com o passar do tempo, vi que a Yasmin era uma garota que valia a pena. Estava mesmo me apaixonando por ela, coisa que não tinha me acontecido antes. Nunca levei um relacionamento à sério, mas estava disposto à mudar isso.
Tive coragem e fui até a casa dela chamá-la par dar uma volta. Conversamos sobre várias coisas, nossos gostos, medos, sonhos e planos. Decidi falar que me apaixonei por ela. Yasmin só me olhou e disse que precisava ir para casa. Não havia entendido o motivo, será que falei algo de errado?
Nos dias que se passaram, não encontrei mais com ela. Minha vida já não era a mesma. Não fiquei com ninguém, não me interessei por ninguém, apenas por ela, a garota que mudou minha vida, minha cabeça e meu corasção.
Tomei iniciativa e fui falar com a Yasmin. Ela disse que não queria saber de papo, mas de tanto eu insistir, mudou de ideia. Queria apenas saber o motivo dessa distância. Nesse instante uma lágrima caiu de seus olhos.
A Yasmin me explicou que antes de se mudar havia se apaixonado por um rapaz que era o tal, o pegador do colégio, e que depois de ficarem, queria algo mais sério, mas ele a ignorou e a magoou profundamente. E por isso, não queria um caso com outro pegador novamente.
Nesse instante eu percebi o quanto magoava as garotas com quem eu ficava, pois depois de uns beijos e tal, largava uma e ficava com outra, pois não queria nada a mais.
Resolvemos ser só amigos, mesmo contra minha vontade. Depois daquele dia minha vida mudou. Claro que fiquei com umas e outras, mas sempre levando a sério. Eu aprendi que brincar com os sentimentos, principalmente dos outros, não é bom.
4 comentários:
Sou José Paulo e achei que seu texto foi bem elaborado.
Sou Vinícius gostei muito do seu texto...
Sou Eugenia, achei que seu texto ficou muito interessante, em outras palavras ficou ótimo, mas não precisava ter feito uma novela.
parabens seu texto ficou muito bom so que ficou muito grande mais esta muito interessante.Ass:Bianca e Jessica
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